Da planta ao pacote: como a erva-mate é feita
Cosecha, sapecado, secagem, estacionamento e molienda: o percurso da folha até seu mate.
Por trás de cada pacote há um processo de meses. Assim se transforma a folha da árvore de erva-mate (Ilex paraguariensis) no que cevamos todos os dias.
1. A colheita
A colheita principal, a zafra, é feita sobretudo entre abril e setembro. Os tarefeiros cortam os ramos com folhas e as juntam em grandes sacos de arpillera chamadas raídos.
2. O Sapecado
A folha verde tem que chegar rápido ao secor. Aí passa-se por fogo direto durante alguns segundos: é o sapecado, que trava a oxidação e faz com que a erva-mate conserve sua cor verde.
3. A secagem
Depois seca durante horas, com ar quente ou, no método tradicional barbacuá, com calor e fumaça de um fogo de lenha. O tipo de secagem muda muito o sabor final.
4. O Campodo
A folha seca é muele em forma grossa. Essa erva-mate a meio processar se chama erva-mate quadrada.
5. O estacionamento
A erva-mate quadrada descansa em depósitos para que seu sabor se torne mais suave e redondo. Pode ser natural durante meses, ou acelerado, em câmaras com temperatura e umidade controladas.
6. A moagem e a mistura
Finalmente, o blend de folhas, pau e pó de cada marca é muele e armado. Na Argentina, a erva-mate com talos tem de levar pelo menos 65 % de folha e, no máximo, 35 % de pau; a sem talos, no máximo 10 % de pau.
E daí, ao pacote e ao seu mate.